domingo, 29 de agosto de 2010

Música para o Core

Música é Saúde

Que a música faz bem ao corpo e a mente, todo mundo sabe (ou já sentiu). Você ouve um acorde ali, outro acolá e em poucos segundos é tomado por emoções que acalmam fazem você viajar no tempo e relaxar.

Mas você sabia que além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música pode agir em nosso organismo curando doenças?

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, analisou 10 mil voluntários fumantes e sem problemas de saúde.

Entre outras atividades, os cientistas pediram aos pacientes voluntários que elegessem uma canção que os fizesse se sentir bem e outra que aumentasse a ansiedade.

Após a pesquisa, os cientistas perceberam que os vasos sanguíneos dos braços dos voluntários se dilataram em 26% após ouvirem uma música que gostassem , enquanto as canções que lembravam tristeza e causavam ansiedade provocaram uma redução de 6% no fluxo sanguíneo.

Você sabe porque isso acontece?
Quando escutamos música, nosso ouvido transforma os sons em estímulos elétricos que chegam ao nosso cérebro provocando o aumento da produção de endorfina.

Este hormônio, por sua vez, causa sensação de bem-estar e relaxa o corpo, diminuindo os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

"Nosso organismo é dotado de uma Identidade Sonora, chamada de ISO, que comanda nossa percepção e produção dos sons. Quando há um desequilíbrio neste sistema, a pessoa doente se sente menos motivada e mais triste e a música consegue trazer de volta o equilíbrio que ela precisa", explica a fundadora e coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, Maristela Smith.
(acima, Mandala Terceiro Raio)

sábado, 28 de agosto de 2010

Sem Lenço, Sem Documento

Sabe esses dias em que você tem vontade de deixar sua lista de obrigações na gaveta e sair por aí , sem lenço e sem documento...
Pois é, essa semana por várias vezes tive essa vontade. Dias lindos de outono, cheiro do mar no ar, um sol delicioso, céu azul.... Hum.... Um convite para passear por aí, meio sem destino...
Adoro caminhar sem compromisso pelo centro do Rio de Janeiro, sem hora marcada , tempo cronometrado. Você sai por aquelas ruas, becos e consegue ver tantas coisas legais, construções antigas, da época colonial ou no início do século passado,interessante olhar o ano da construção que geralmente fica na parte de cima , próximo ao telhado, mil oitocentos e tal... Fico imaginando como era a cidade naquela época.
Quantas coisas descobrimos nessas caminhadas .... lojinhas , sebos de livros(não sei se escrevi corretamente!), antiquários, livrarias,cafés, butecos. E o Saara.. adoro andar no por lá , que atualmente seria até mais apropriado chamar de China!
Tudo faz parte da nossa história e muitas vezes no nosso corre corre do dia a dia nem percebemos , não vemos . E assim , dessa forma , levemente, vamos aprendendo , conhecendo....Vale a pena , sempre que possível, como quando fazemos quando estamos de férias ou a passeio em algum outro lugar .

Sincronicidade, o que é..., por Vera Godoy

"A sincronicidade não é mais enigmática nem mais misteriosa do que as descontinuidades da Física. É apenas nossa convicção arraigada do poder absoluto da casualidade que cria as dificuldades ao nosso entendimento e nos faz parecer que não existem nem podem existir acontecimentos acausais".
(Carl G Jung)

Quem nunca recebeu um telefonema de alguém no exato momento em que pensava na pessoa?
Em termos simples, sincronicidade é uma experiência em que ocorrem dois (ou mais) eventos que coincidem de uma maneira que seja significativa para a pessoa, ou pessoas envolvidas. Sincronicidade não é coincidência, é algo mais profundo e revelador, surge espontaneamente, sem raciocínio lógico, ou seja, geralmente acontece quando não estamos nem pensando no assunto.

Sincronicidade é uma revelação espontânea, que Jung chamava de insight e necessita de compreensão. Como isso acontece, e o mais importante, para quê?

Podemos chamá-la de "uma outra inteligência", que habita na mente superior, onde existe o discernimento. Os acontecimentos sincrônicos intervêm para nos prevenir que estamos no caminho errado. Nos permite escolher e se persistirmos em seguir o caminho contrário, à nossa maneira, desconsiderando esses sinais, pagamos um alto preço. Escolher corretamente deixa o coração leve, dá tranqüilidade. O maior sinal da decisão contrária é o desassossego interior. Uma sensação de aperto no peito, de intranqüilidade. E mesmo com esses sintomas, muitas vezes tomamos o caminho errado porque nos falta confiança em nós mesmos, não acreditamos em nossa intuição.

Posso dizer que toda vez que meu coração me diz algo, que sinto intuitivamente, mesmo que minha mente encontre mil argumentos contrários e até lógicos, e eu não ouço, faço da minha maneira, ou como o outro quer, não encontro harmonia e nem paz. Como diz o ditado popular: bato com a cara na parede!!!

As ocorrências sincrônicas não acontecem isoladamente. Com frequência, elas ocorrem no final de uma série de pequenos acontecimentos e, se nos conscientizarmos da sua importância, nos tornaremos sensíveis ao que realmente nos protege. Sincronicidade é a linguagem do divino orientando nossa vida; o que precisamos mesmo é saber interpretar esses sinais. Para isso, é necessário que estejamos entregues ao fluxo da vida com suas constantes mudanças e sensíveis ao chamado do Alto.

O segredo está na capacidade de discernir e, principalmente, no poder pessoal que nos permite acreditar sempre no chamado do nosso coração, porque ele nunca falha.

para sonhar, voar ....

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Alegria na Tristeza, por Martha Medeiros



"O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada."

Hoje

Céu
Sol
Luminosidade...
Perfeita.
Dia de outono,
Lindo.
Energia no ar,
Bom pra passear,
Sonhar...
O mar,
As montanhas,
Tudo,
Em harmonia
Perfeita.
Prédios,
Ruas,
Igrejas.
Ouvidor,
Buenos Aires,
Alfandega.
Olhar e ver.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Gandhi

"Se eu pudesse deixar algum presente à você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo a fora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos. Deixaria para você, se pudesse, o respeito aquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho, a ação. E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Texto de Facundo Cabral, músico e escritor argentino.

Não estás deprimido, estás distraído.
Distraído em relação à vida que te preenche, distraído em relação à vida que te rodeia, golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco mil e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me. O que é fundamental para viver.
Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma maestria sem igual aos noventa, para citar apenas dois casos conhecidos.

Não estás deprimido, estás distraído.
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo de tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma. Além disso, a vida não te tira coisas: te liberta de coisas, alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude.
Do útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: aquele que morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na mesma direção.
E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua vivo em teu coração.
Não existe a morte, apenas a mudança.
E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, São Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser será, e chegará de forma natural.
Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.
Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida. A mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha;
a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu. Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.
E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te: "Amarás ao próximo como a ti mesmo".
Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento ou valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.
Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:
se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade,
disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

Não estás deprimido, estás desocupado.
Ajuda a criança que precisa de ti, essa criança que será sócia do teu filho. Ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.
Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

Descobrindo Minas Gerais

Há três semanas atrás , estive visitando, com um grupo de amigos, duas cidades próximas a Barbacena de nome Ressaquinha e Alfredo Vasconcelos. Na verdade passei....por Alfredo Vasconcelos para visitar um sitio de um casal de amigos.
No caminho uma parada para um almoço maravilhoso com comida típica mineira com direito a fogão a lenha . Nossa! um absurdo de delicioso. Canjiquinha , aipim, couve, linguicinha, farofinha deliciosa, tudo que imaginar...
O sítio fica num vale , com clima super agradável e lá entre várias outras plantações existe a de morango e rosas . Um lugar delicioso, como uma energia sutil, pura. Nossa! como faz bem , como para se sentir bem e feliz precisa-se de tão pouco.
E os vizinhos? Pessoas gentis, hospitaleiras , sempre prontas a ajudar. Com uma sabedoria própria que não foi ensinada nas faculdades.
Ressaquinha é uma cidade aconchegante, simples , uma gracinha.
E assim vamos desbravando aos poucos lugares tão agradáveis em MG.

Roseiral em MG

Rosas em Alfredo Vasconcelos, MG

Alfredo Vasconcelos, é uma cidadezinha, próxima a Barbacena , em Minas Gerais. Lá é muito comum o plantio de rosas e também de morangos. Aqui é uma estufa com rosas.

Força Estranha

Estou a procura
de um caminho
que me conduza
a um lugar conhecido
mas perdido ao longo do tempo.
Antes era luz, alegria.
Um lugar aconchegante
como um abraço ...
Agora é apenas um lugar
e se fosse um tela
pintaria de cinza
com alguns pontos azul e amarelo.
Ah! Mas não vale!
O céu, o mar, o sol ,
A natureza, já existiam por aqui...
E que lindo presente.
Procuro, procuro ....
e não consigo encontrar
um significado para esse instante.
Mas respiro fundo e sigo adiante,
afinal existe um força estranha
e maravilhosa que nos conduz.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Cavalhada, Pirenópolis

Eu, visitando o museu da Cavalhada , uma festa típica da cidade, tradicional, considerada uma festa folclórica de estilo dramático, pela encenação em que moradores se vestem de cavalheiros da época medieval.

Pireneus

Ao fundo da foto, a Serra dos Pireneus, um paredão montanhoso, com mais de 1300m de altura, divisor de águas das mais importantes bacias hidrográficas do continente, Platina e Tocantinense, em terras brasileiras onde há muitas nascentes , cachoeiras, maravilhoso! Parece uma muralha.

Igreja Matriz no Centro de Pirenópolis

Linda, cercada de palmeiras imperiais.

Centro De Pirenópolis


As casas no Centro Histórico são em estilo colonial. Com eira e beira , como se diz. Se vocês repararem não existem postes com fiação elétrica visível nas ruas, é tudo embutido. E observem como as ruas são limpas e o aspecto das residências, ´muito legal!

sábado, 7 de agosto de 2010

Pirenópolis, Goiás

Pirenópolis é uma cidadezinha linda , acolhedora , com um astral maravilhoso que fica situada em Goiás , há duas horas de Brasília. O nome se dá porque é cercada pela Serra dos Pireneus. A cidade é uma mistura de Paraty(RJ) com Tiradentes(MG). Tem um artesanato riquíssimo, uma famosa feira na qual os artesãos expõe e vendem seu trabalho de quinta feira a domingo. Durante o resto da semana eles se dedicam a produção , outros trabalhos e descanso. O clima é delicioso porque fica bem próximo as montanhas e o céu tem um azul intenso, lindo! Um lugar simplesmente adorável onde os moradores fazem de tudo para que nos sintamos "em casa ". Há generosidade, simplicidade e educação. Em Pirenópolis também está localizado o Ecocentro Ipec, onde vão pessoas do mundo inteiro para realizar cursos relacionados a permacultura . No centro histórico ficam os cafés, restaurantes, e música, música para todos os gostos... bossa nova , mpb, jazz, blues, nossa!, uma maravilha que lembra muito Paraty. Muitos grupos de fora vão se apresentar nos finais de semana. A comida típica é variada, muito parecida com MG, uma delícia! E as cachoeiras .... Santa Maria, Lázaro , cachoeira com praia, simplesmente um presente da natureza.

domingo, 1 de agosto de 2010

Vidas

Quantos anos passados

quantas vidas vividas,

como Paula, Maria, José...

tantos personagens.

O quanto aprendemos, crescemos,

tanto ficou pra trás.

Muitos tratos , distratos, crenças

pactos não ditos e escritos.

Amores, vidas vividas...

Aqui estou agora,

mais uma vez...

a buscar, a lutar, a aprender,

tantas coisas

para ser feliz.

Estou Viva

Estou viva
Sinto o ar passar
Meu sangue fluir
Calor, frio, arrepio.
Meus olhos transbordam
e sinto lágrimas em minha face.
Meu coração bate firme e forte,
são muitas emoções, tantas provações
e quantas alegrias...
A vida segue seu curso,
não sou a senhora do tempo,
sou uma simples aprendiz ,
algumas vezes tropeço ,
mas sigo sempre firme.
Amo sentir a terra,
ouvir o mar, perceber o vento.
Amo sentir a vida que sopra das montanhas
a verdade que existe por lá.
A fonte de tudo que é real.
Quando pegamos a terra
e ela escorre entre nossos dedos.

domingo, 18 de julho de 2010

Terra, Somos Todos Um

Não estamos sozinhos - Somos todos da Terra. O mundo tornou-se um mercado e temos que aceitar a idéia de que os recursos não são abundantes e intermináveis. Nos não estamos freando o consumo, de fato estamos acelerando a utilização dos recursos mais rápidos do que eles se reproduzem. A MÂE TERRA está reagindo. - Pense nisso!!! Medite a respeito !!!

Faluas do Tejo, Madredeus

Procure um Amante, por Jorge Bucay

"Muitas pessoas tem um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não tem, e as que tinham e perderam". Geralmente, são essas últimas que vem ao meu consultório, para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc. Elas me contam que suas vidas traAlinhar ao centronscorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: "Depressão", além da inevitável receita do anti-depressivo do momento. Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!! É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: "Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?! Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: "AMANTE" é aquilo que nos "apaixona", é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono, é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir. O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto.... Enfim, é "alguém!" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de "ir levando"!.. E o que é "ir levando"? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão, de que talvez possamos realizar algo amanhã*. Por favor, não se contente com "ir levando"; procure um amante, seja também um amante e um protagonista ... DA SUA VIDA! Acredite: O trágico não é morrer, afinal a morte tem boa memória, e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ... A psicologia após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: "PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA".

Na Ilha Por Vezes Habitada, de José Saramago

Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,
manhãs e madrugadas em que não precisamos de
morrer.
Então sabemos tudo do que foi e será.
O mundo aparece explicado definitivamente e entra
em nós uma grande serenidade, e dizem-se as
palavras que a significam.
Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas
mãos.
Com doçura.
Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a
vontade e os limites.
Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o
sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do
mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos
ossos dela.
Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres
como a água, a pedra e a raiz.
Cada um de nós é por enquanto a vida.
Isso nos baste.

José Saramago

José Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, de uma família de pais e avós agricultores. A sua vida é passada em grande parte em Lisboa, para onde a família se muda em 1924 – era um menino de apenas dois anos de idade. Dificuldades económicas impedem-no de entrar na universidade. Demonstra desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, sendo que esta curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte. Formou-se numa escola técnica. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico. Fascinado pelos livros, visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central — Palácio Galveias. Aos 25 anos, publica o primeiro romance Terra do Pecado (1947), no mesmo ano de nascimento da sua filha, Violante, fruto do primeiro casamento com Ilda Reis – com quem se casou em 1944 e com quem permaneceu até 1970. Nessa época, Saramago era funcionário público. Em 1988, casar-se-ia com a jornalista e tradutora espanhola María del Pilar del Río Sánchez, que conheceu em 1986 e ao lado da qual viveu até à morte. Em 1955 e para aumentar os rendimentos, começou a fazer traduções de Hegel, Tolstoi e Baudelaire, entre outros. Depois de Terra do Pecado, Saramago apresentou ao seu editor o livro Clarabóia que, depois de rejeitado, permanece inédito até à data de hoje. Persiste, contudo, nos esforços literários e, dezanove anos depois, funcionário,então, da Editorial Estudos Cor, troca a prosa pela poesia, lançando Os Poemas Possíveis. Num espaço de cinco anos, publica, sem alarde, mais dois livros de poesia: Provavelmente Alegria (1970) e O Ano de 1993 (1975). É quando troca também de emprego, abandonando a Estudos Cor para trabalhar no Diário de Notícias (DN) e, depois, no Diário de Lisboa. Em 1975, retorna ao DN como Director-Adjunto, onde permanece por dez meses, até 25 de Novembro do mesmo ano, quando os militares portugueses intervêm na publicação (reagindo ao que consideravam os excessos da Revolução dos Cravos) demitindo vários funcionários. É, hoje, controverso o modo ditatorial como saneou jornalistas do DN. Demitido, Saramago resolve dedicar-se apenas à literatura, substituindo de vez o jornalista pelo ficcionista: "(…) Estava à espera de que as pedras do puzzle do destino – supondo-se que haja destino, não creio que haja – se organizassem. É preciso que cada um de nós ponha a sua própria pedra, e a que eu pus foi esta: "Não vou procurar trabalho", disse Saramago em entrevista à revista Playboy, em 1988.[2] Da experiência vivida nos jornais, restaram quatro crónicas: Deste Mundo e do Outro, 1971, A Bagagem do Viajante, 1973, As Opiniões que o DL Teve, 1974 e Os Apontamentos, 1976. Mas não são as crónicas, nem os contos, nem o teatro os responsáveis por fazer de Saramago um dos autores portugueses de maior destaque - esta missão está reservada aos seus romances, género a que retorna em 1977. Três décadas depois de publicado Terra do Pecado, Saramago retornou ao mundo da prosa ficcional com Manual de Pintura e Caligrafia. Mas ainda não foi aí que o autor definiu o seu estilo. As marcas características do estilo Saramaguiano só apareceriam com Levantado do Chão (1980), livro no qual o autor retrata a vida de privações da população pobre do Alentejo. Dois anos depois de Levantado do Chão (1982), surge o romance Memorial do Convento, livro que conquista definitivamente a atenção de leitores e críticos. Nele, Saramago misturou factos reais com personagens inventados: o rei D. João V e Bartolomeu de Gusmão, com a misteriosa Blimunda e o operário Baltazar, por exemplo. O contraste entre a opulenta aristocracia ociosa e o povo trabalhador e construtor da história servem de metáfora à medida da luta de classes marxista. A crítica brutal a uma Igreja ao serviço dos opressores inicia a exposição de uma tentativa de destruição do fenómeno religioso como devaneio humano construtor de guerras. De 1980 a 1991, o autor trouxe a lume mais quatro romances que remetem a factos da realidade material, problematizando a interpretação da "história" oficial: O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) - sobre as andanças do heterónimo de Fernando Pessoa por Lisboa; A Jangada de Pedra (1986) - em que se questiona o papel Ibérico na então CEE através da metáfora da Península Ibérica soltando-se da Europa e encontrando o seu lugar entre a velha Europa e a nova América; História do Cerco de Lisboa (1989) - onde um revisor é tentado a introduzir um "não" no texto histórico que corrige, mudando-lhe o sentido; e O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) - onde Saramago reescreve o livro sagrado sob a óptica de um Cristo que não é Deus e se revolta contra o seu destino e onde, a fundo, questiona o lugar de Deus, do cristianismo, do sofrimento e da morte. (sendo esta a sua obra mais controversa). Nos anos seguintes, entre 1995 e 2005, Saramago publicou mais seis romances, dando início a uma nova fase em que os enredos não se desenrolam mais em locais ou épocas determinados e personagens dos anais da história se ausentam: Ensaio Sobre a Cegueira (1995); Todos os Nomes (1997); A Caverna (2001); O Homem Duplicado (2002); Ensaio Sobre a Lucidez (2004); e As Intermitências da Morte (2005). Nessa fase, Saramago penetrou de maneira mais investigadora os caminhos da sociedade contemporânea, questionando a sociedade capitalista e o papel da existência humana condenada à morte. Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010[3], aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica[4]. O escritor estava doente há algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida.